“ProTEJO” em Movimento

Em Vila Nova da Barquinha, nas margens do Tejo, continuam a sentir-se as réplicas da manifestação em defesa do rio Tejo e contra os transvases espanhóis, protagonizada por cidadãos portugueses e espanhóis, que teve epicentro em Talavera de la Reina (Espanha).

Depois desta primeira mobilização, cerca de 60 cidadãos e 22 associações e grupos ambientalistas, desportivas, piscatórios, culturais, agro-pecuária, patronais, sindicais, comerciais, cívicas, agricultores, políticos, autarquias, instituições, marcaram a sua presença na reunião de preparação do ProTEJO – Movimento Pelo Tejo, hoje realizada, tendo definido e acordado os principios e pontos reivindicativos comuns, vertidos no Acto de Adesão cuja subscrição irá agora decorrer.

Está assim lançada a 1ª pedra do ProTEJO – Movimento Pelo Tejo, importando agora que o ProTEJO seja subscrito por um leque de cidadãos e organizações o mais amplo possível, abrangendo variados sectores e áreas de intervenção.

Com esta finalidade, Paulo Constantino, cidadão, autarca e dirigente do Clube Náutico Barquinhense, precursor e protagonista dos recentes acontecimentos que trouxeram o Tejo para o primeiro plano da defesa e protecção da natureza, em nome da organização, apelou a todos os cidadãos da bacia do Tejo, às Organizações Não Governamentais Ambientalistas, às autarquias locais, às associações e populações riberinhas portuguesas para que subscrevam o acto de adesão ao ProTEJO e unam as suas mãos para protejer o Tejo dos maltratos que a mão do Homem lhe vem inflingindo, mostrando a união dos portugueses em defesa do Tejo.

Por outro lado, apela também a que, complementarmente, os cidadão e organizações se inscrevam na “Rede de Cidadania por uma Nova Cultura da Água do Tejo e seus rios”, de âmbito ibérico, e subscrevam o seu manifesto, que evoca ser de gente que vive e conhece o Tejo desde a nascente até à foz, no Atlântico.

Estiveram presentes, entre outros, o Professor Carlos Bragança, vice-presidente da Fundação para uma Nova Cultura da Água e Miguel Méndez, que em conjunto com Miguel Ángel Sánchez, forma a dupla de porta-vozes que lançou, há três anos, a «Plataforma em defensa dos rios Tejo e Alberche» e mobilizou 40.000 cidadãos a manifestarem-se nas ruas de Talavera de la Reina.

Em projecto encontram-se já várias iniciativas, prevendo realizar-se, no último trimestre de 2009, a descida do Tejo em canoa desde Belver passando por Abrantes, Constância, Chamusca até Vila Nova da Barquinha (ou outro município – Golegã, Almeirim, Santarém, Salvaterra, Vila Franca de Xira, etc…) e, na primavera de 2010, a Marcha Azul da Água – estafeta que pretende transportar a água do Tejo da nascente até à foz com percursos a pé, de cavalo, de autocarro, de comboio, etc… que constituirá a primeira mobilização de cidadãos de âmbito ibérico.

A vertente cultural acompanhará a Marcha Azul da Àgua com a realização da I Festa da Água do Tejo que pretende pôr o rio Tejo em foco através da escultura, da poesia, da fotografia, do teatro e da pintura, ambicionando-se que possa integrar a realização de um concerto ibérico “Rock in Tejo”, no qual Paulo Constantino gostaria de contar com a presença de Maria Léon, ex-vocalista dos Ravel, com quem já iniciou contactos.

Curiosamente, os Ravel cruzaram o seu caminho quando, em 1994, organizou o lançamento do seu álbum Terra com uma envolvente ambientalista onde participou a Quercus e pôde ser degustado um buffet ecológico fornecido por duas empresas de produtos biológicos, a Urze e a Provida.

Por outro lado, consideram indispensável identificar as causas dos problemas do Tejo português, que devem ser resolvidos pelos portugueses, tarefa para a qual já estão a programar a realização de umas jornadas técnico-científicas com o apoio da “Rede de Cidadania por uma Nova Cultura da Água do Tejo e seus rios”, a realizar em 2010.

As Organizações Não Governamentais de Ambiente dizem “Não Obrigado!” ao Fundo EDP Biodiversidade para 2009

As Organizações Não Governamentais de Ambiente boicotam o concurso de 2009 para o Fundo EDP Biodiversidade como protesto contra a campanha falaciosa da EDP. As principais ONGA dizem: “Não Obrigado! Abdicamos do Fundo EDP Biodiversidade enquanto persistirem na mentira de que as grandes barragens constituem um benefício para a Protecção da Natureza.”

Apesar de alguns benefícios nomeadamente na produção de energia eléctrica em alternativa à utilização de combustíveis fósseis, as grandes barragens têm um forte impacte sobre ecossistemas muito importantes, nunca se traduzem nos benefícios múltiplos previamente anunciados, e as medidas de compensação obrigatórias no quadro do licenciamento não ultrapassam os danos causados. As barragens de Alqueva, Odelouca e Baixo Sabor são exemplos disso e está neste momento aprovado o Programa Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hidroeléctrico, que prevê a construção de 10 novas grandes barragens. Com medidas de uso eficiente da energia seria possível poupar a mesma electricidade que todo o programa de barragens pretende produzir, com um décimo do investimento e com consequências sociais e ecológicas positivas em vez de negativas.

A EDP lançou recentemente uma campanha enganosa, com o beneplácito do Ministério do Ambiente, para convencer os cidadãos de que as grandes barragens trazem benefícios consideráveis para a natureza, omitindo os custos ambientais e sociais por demais evidentes. As Organizações Não Governamentais de Ambiente (ONGA) repudiaram esta campanha e pediram à EDP honestidade nas suas posições públicas.

Uma vez que a referida campanha continua em curso, as ONGA entenderam que devem continuar o protesto para que os Portugueses conheçam a verdade sobre os impactes negativos das grandes barragens nas pessoas e no ambiente. Segundo a Organização da Nações Unidas e a Agência Europeia do Ambiente, as grandes barragens não alcançaram as metas físicas, sociais e económicas previstas, provocam a destruição dos habitats naturais e o desaparecimento de espécies, não sendo possível mitigar a maior parte dos impactes causados sobre os ecossistemas e a biodiversidade, resultando num balanço líquido total negativo. A EDP nunca apresentou os resultados da implementação de medidas de compensação em empreendimentos semelhantes demonstrando que o estado de conservação de espécies e habitats supera o anterior à sua construção.

Neste sentido, as principais ONGA de Portugal decidiram prescindir de candidatar-se ao Fundo EDP Biodiversidade 2009 (este ano no valor de 500 milhares de euros), como forma de protesto e em nome da transparência e da verdade sobre os impactes negativos das grandes barragens. As ONGA não se opõem à existência de fundos de Conservação da Natureza promovidos pelas empresas – o conceito é certamente louvável. As ONGA censuram, sim, a postura hipócrita da EDP que compromete a coerência e honestidade da sua política de responsabilidade ambiental e social através de publicidade enganosa sobre os impactes negativos da sua actividade.

Por tudo isto, as ONGA abaixo indicadas dizem “Não Obrigado! Abdicamos do Fundo EDP Biodiversidade enquanto persistirem na mentira de que as grandes barragens constituem um benefício para a Protecção da Natureza.”

 

ONGA aderentes ao boicote:

LPN, COAGRET, FAPAS, GEOTA, Quercus, SPEA

 

Bruselas prepara una sanción diaria por el Segarra-Garrigues

EL PERIÓDICO

(09/07/2009)

Exige la suspensión del riego hasta que se rebaje el impacto ambiental del canal

La Comisión cree ser víctima de un engaño por parte de las autoridades españolas

La Comisión Europea (CE) propondrá imponer una altísima sanción diaria a España por abrir un primer tramo del canal Segarra-Garrigues sin esperar a que el organismo diera la aprobación medioambiental definitiva al proyecto, indicaron ayer a este diario fuentes comunitarias. La CE, que exige también la suspensión de toda actividad, en especial la irrigación hasta que se minimice el impacto del canal, está decidida a llevar al Gobierno español ante el Tribunal de Justicia de la Unión Europea (UE).

De momento, la próxima semana, o como muy tarde antes de acabar el mes de julio, tiene previsto aprobar un nuevo dictamen motivado contra la obra hidráulica, según las citadas fuentes.

Esta decisión constituirá en la práctica un ultimátum al Gobierno español, porque en caso de no subsanarse en dos meses los defectos medioambientales apreciados en el canal Segarra-Garrigues, la Comisión Europea pedirá de inmediato al Tribunal de la UE la imposición de la fuerte sanción, precisaron las mismas fuentes.

La aprobación de ese dictamen motivado fue paralizada en abril y en junio por la Comisión Europea por las promesas del Gobierno de que subsanaría todas las deficiencias del proyecto hidrológico, que fue declarado ilegal por el Tribunal de la UE en diciembre del 2007. Por ello, la inauguración inesperada del primer tramo del canal ha generado una profunda indignación en el equipo del comisario de Medio Ambiente, Stavros Dimas.

SIN PRECEDENTES / «Es la primera vez que estamos confrontados a este tipo de situación sin precedentes de inaugurar oficialmente una obra que ha sido declarada ilegal por el Tribunal de la UE», destacó ayer la Comisión Europea.

El comisario Dimas considera que España está intentado imponer el canal mediante «una política de hechos consumados», sin haber subsanado ninguna de las causas que determinaron la ilegalización del proyecto por el Tribunal Europeo.

En la Comisión Europea existe la sensación de «haber sido engañados» por las autoridades españolas, porque tres días antes de la inauguración oficial del canal ya habían advertido al Gobierno de que la ampliación propuesta para las zonas especiales de protección de aves (Zepas) era «insuficiente».

Para detener el proceso sancionador, España deberá ahora presentar ante la Comisión Europea un informe completo de impacto medioambiental y el establecimiento de zonas especiales de protección de aves más amplias que las actuales. Eso supondrá ampliar aún más las zonas excluidas del riego, que, según la última propuesta de España, suman ya 39.900 hectáreas sobre las 76.000 inicialmente previstas.

El comisario Dimas lamenta la falta de transparencia mostrada por España, que no ha facilitado información adecuada sobre el avance de los trabajos, ni la cartografía detallada de las áreas afectadas.

La Coordinadora Biscarrués-Mallos de Riglos presenta casi 8.000 alegaciones al anteproyecto del embalse

EUROPAPRESS

(08/07/2009)

La Coordinadora Biscarrués-Mallos de Riglos ha presentado hoy miércoles, 8 de julio, en la sede de la Confederación Hidrográfica del Ebro (CHE), en Zaragoza, casi 8.000 alegaciones en contra del anteproyecto del embalse de Biscarrués.

En declaraciones a los medios de comunicación, el presidente de la Coordinadora, Jesús Estachod, explicó que durante el último mes este colectivo ha recogido alegaciones «de todo tipo» contra la construcción del embalse.

Consideran que este proyecto es «innecesario y no está justificado», ya que existen alternativas «razonables y más baratas a la hipotética necesidad de agua para regadío, como son la modernización de sus riegos, el reajuste de dotaciones y un sistema tarifario real, que no político, que impida los consumos excesivos».

Además, en su opinión, amenaza al pueblo de Erés, población que no inunda directamente pero a la que «cortará sus comunicaciones tradicionales, alargará sus desplazamientos, ahogará sus campos y aislará».

Otro de los motivos para rechazar el embalse, recordó Estachod, es que hará «desaparecer totalmente» la actividad relacionada con los deportes de aguas bravas, motor económico de la comarca que ocupa a más de 300 personas en la zona.

 

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La Alianza Libre Europea-Los Verdes exigirá en Bruselas la paralización de las obras de Yesa y Biscarrués

EUROPA PRESS

(07/07/2009)

El eurodiputado del grupo Alianza Libre Europea-Los Verdes, Oriol Junqueras, miembro de Esquerra Republicana de Catalunya (ERC), defenderá en el Parlamento Europeo la no construcción del pantano pequeño de Biscarrués (Huesca) y la paralización del recrecimiento medio de Yesa (Zaragoza).

Junqueras fue elegido eurodiputado en las elecciones europeas del pasado 7 de junio, a las que concurrió en la misma candidatura que Chunta Aragonesista (CHA), cuyo secretario general, Juan Martín, explicó a Europa Press que éstas serán dos de las primeras iniciativas que presentará Junqueras en Bruselas el próximo curso político.

Martín dijo que es preciso que el Parlamento Europeo ratifique la desvinculación del recrecimiento de Yesa respecto del abastecimiento de agua del Pirineo a Zaragoza.

Sobre el embalse pequeño de Biscarrués, que se proyecta construir en el río Gállego, el dirigente de Chunta explicó que, el próximo otoño, Junqueras se entrevistará con representantes de la Coordinadora Biscarrués-Mallos de Riglos para presentar una iniciativa en Bruselas.

El portavoz de esta coordinadora, Jesús Estachod, indicó a Europa Press que el proyecto presentado por la Confederación Hidrográfica del Ebro (CHE) para construir un pequeño pantano en el río Gállego afecta, directamente, al tramo mejor conservado, lo que colisiona frontalmente con la Directiva Marco del Agua, de la Unión Europea (UE), según Estachod.

Precisamente, éste es el contenido de algunas de las más de 5.000 alegaciones que mañana, miércoles 8 de julio, presentará la Coordinadora a las 12.00 horas, en la sede de la CHE. El embalse pequeño de Biscarrués se proyecta construir entre el pantano de La Peña y el de Ardisa.

Jesús Estachod explicó que otro de los motivos al que recurren los ciudadanos y organizaciones que han presentado alegaciones es el de la destrucción de la economía local de la zona de La Galliguera, en la comarca altoaragonesa de la Hoya de Huesca.

El dirigente de la coordinadora dijo que si se construye el pantano de Biscarrués, tal y como ahora está diseñado, desaparecerán las empresas de turismo activo, lo que a su vez destruirá numerosos puestos de trabajo y recordó que el turismo natural en torno al Gállego y las visitas al Castillo de Loarre son las dos principales actividades turísticas de la zona.

La Audiencia Nacional anula el proyecto de Mularroya pero la CHE continúa con las obras

HERALDO DE ARAGÓN

(03/07/2009)

La Audiencia Nacional acaba de anular el estudio de impacto ambiental, el anteproyecto y el proyecto del embalse de Mularroya al no recoger medidas correctoras suficientes para su “irreversible” impacto. Pese al varapalo judicial, la Confederación Hidrográfica del Ebro (CHE) recibió ayer mismo instrucciones del Ministerio de Medio Ambiente de seguir adelante con las obras.

La sentencia, firmada el pasado 10 de junio y notificada ayer a las partes, deja en evidencia al Ministerio por no velar por la protección de los ecosistemas. “La anormalidad más relevante que la sala aprecia (…) es que nada se dice respecto a las medidas correctoras en relación a los impactos que fueron calificados como irreversibles” respecto a la fauna. Y apunta que es “importante” señalar que en el propio estudio se llega a defender que los aspectos faunísticos no pueden monopolizar la organización del proceso constructivo de una infraestructura, a lo que el fallo apostilla que lo que debe regir es “la aplicación de la ley y de las normas reguladoras de la protección del medio ambiente”.

Para la sala de la Contencioso Administrativo, el Ministerio aprobó a sabiendas un proyecto que reconoce una serie de impactos negativos y perjudiciales sin plantear su corrección efectiva: “Se sabe que exigen medidas correctoras pero que se remiten a un incierto futuro, cuando la normativa obliga a la aprobación previa de dichas medidas de corrección”. Entre los impactos irreversibles cita el arrastre de animales por el túnel que unirá los ríos Jalón y Grío y la alteración de la parte baja del valle del Grío para el sustento de aves.

La Audiencia Nacional estima los argumentos ambientales esgrimidos en su día por los ayuntamientos de Morata y Sabiñán, las asociaciones Plataforma Jalón Vivo y La Sabina, la comunidad de regantes de la Acequia Molinar, la cooperativa del Campo de San Roque y grupos de particulares. Sin embargo, desestima el recurso a la adjudicación del proyecto, ya que considera que los recurrentes son ajenos a dicha resolución.

Fuentes oficiales de la CHE no quisieron entrar a valorar el fallo, pero incidieron en que las obras iniciadas el pasado verano se mantienen y que la Abogacía del Estado presentará un recurso de casación ante el Tribunal Supremo.

La ex alcaldesa de Morata Rosa Aznar adelantó que intentarán “por todos los medios” paralizar los trabajos. Tras demostrar su “satisfacción” por la sentencia, lamentó que la Administración siga adelante “con su política de hechos consumados, atentando contra la legislación ambiental”. Y añadió: “Me parece muy temerario que siga trabajando porque ya no tiene el respaldo de un proyecto que lo avale legalmente”.

En un comunicado, la Plataforma Jalón Vivo recuerda que el proyecto afecta “irreversiblemente” a espacios naturales como la Zona de Especial Protección para las Aves (ZEPA) denominada Desfiladeros del Río Jalón, las Hoces del Jalón, la Sierra de Vicort, la Cueva del Muerto o las Sierras de Algairén.

Para Ecologistas en Acción, es incomprensible, desde el punto de vista de la defensa ambiental de zonas protegidas, que Medio Ambiente y la CHE impulsen una obra cuyos efectos suponen “un claro incumplimiento de directivas europeas de protección de las aves y los hábitat naturales”.

Ejecución provisional del fallo

El abogado de los demandantes, José Luis Beaumont, señaló que cabe reclamar la ejecución provisional de la sentencia, lo que conlleva la paralización de las obras. En este sentido, explicó que la legislación ambiental es muy clara a este respecto y especifica que se deben paralizar los trabajos que, debiendo someterse a una evaluación ambiental, carezcan de ella. “Este supuesto jurídico se da en Mularroya al anularse su estudio ambiental”, añadió.

Beaumont también sostuvo que el Gobierno tiene “muy difícil” ganar el recurso, ya que el Supremo no puede revisar la valoración de las pruebas de la Audiencia Nacional.

«Estamos contentos por el fallo, pero la sensación que queda es agridulce»

EL PERIÓDICO DE ARAGÓN

(03/07/2009)

Rosa Aznar era alcaldesa de Morata cuando se presentó el recurso contra el embalse de Mularroya. Un acuerdo PSOE-PAR-PP quitó a CHA del municipio y el nuevo gobierno decidió apartarse del recurso, si bien los cuatro concejales del grupo de Chunta se subrogaron. Aznar es miembro de la Plataforma Jalón Vivo y mostró ayer su alegría por la sentencia contra el embalse, pese a ser consciente de que se puede recurrir. No obstante, su sensación fue «agridulce», porque un tribunal ha reconocido que luchan por la defensa del territorio y su protección ambiental, pero esta lucha les ha costado enfrentamientos con muchos de sus vecinos. «Nos han dejado de lado», lamentó. La plataforma querría evitar que se echarán para atrás las obras judicialmente cuando estuvieran terminadas, por eso defendió que no deberían haberse iniciado. «La Administración no debería correr el riesgo de ver anulada la obra cuando esté acabada». La organización Ecologistas en Acción también se felicitó por el fallo.

Mularroya, un mal proyecto

EL PERIÓDICO DE ARAGÓN

(03/07/2009)

Finalmente los tribunales han anulado el proyecto de embalse de Mularroya en la sentencia del contencioso administrativo que la Plataforma Jalón Vivo había planteado. Los argumentos ambientales, que la legislación europea define cada vez con mayor rigor, han sido la clave.

Por mi parte, en cuantas ocasiones he estudiado el proyecto y los problemas de la comarca de Cariñena-Alfamén, siempre he insistido en que es uno de los embalses más irracionales, desde el punto de vista económico, de cuantos han suscitado conflictos en Aragón.

Teóricamente Mularroya debería resolver los «déficits» creados por la sobreexplotación del acuífero de Alfamén. Sin embargo, estos problemas se manifiestan en las zonas del acuífero más alejadas del Jalón, donde los terrenos están a una cota muy superior a la del embalse de Mularroya, lo que deja a los posibles usuarios fuera del área de servicio del embalse. Por el contrario, los regantes próximos a las riberas del Jalón, que sí quedarían cubiertos por la cota del embalse, disponen siempre de agua, a escasa profundidad bajo sus fincas, aún en años de sequía, pues el acuífero drena las aguas desde el Huerva hacia el Jalón. Se trata de dilucidar qué costaría más: ¿Pagar canon y tarifa del embalse y del canal, o pagar el correspondiente bombeo de aguas del acuífero?

Quien conoce el proyecto de Mularroya sabe que, los 15.000 millones de antiguas pesetas del primer proyecto, ya en 1999, se habían transformado en un presupuesto de 28.000 millones. Por otro lado, el coste mayor (más que la presa) se produciría en la perforación del túnel que debería conducir el agua hasta la zona de desembalse, atravesando una muralla de cuarcita.

EL COSTE TOTAL de estas obras, amortizadas de forma rigurosa a 40 años, supondría entre 0,12 y 0,18 euros por metro cúbico; y ello suponiendo que no se produjeran las habituales desviaciones presupuestarias que suelen elevar los costes de ejecución en no menos del 30%. Si se calcula el canon y tarifa, desde el vigente reglamento del dominio público hidráulico (que debería reformarse para adecuarlo a los criterios de la Directiva Marco europea), lo que deberían pagar los futuros usuarios se elevaría a unas 50.000 antiguas pesetas por hectárea el primer año y una media de más de 40.000 en media a lo largo de los 10 primeros años. Y ello suponiendo que todos los usuarios potenciales estén dispuestos a pagar. Sin embargo, resulta evidente que la mayoría de ellos no lo estarían, como no lo estuvieron en el caso del bombeo de la Tranquera, tras gastarse más de 2000 millones de las antiguas pesetas del erario público, en la década de los 90.

La razón radica en que, en la zona baja del acuífero, junto al Jalón, aún en años de sequía, cuando los caudales de las acequias son escasos, se puede bombear agua del acuífero, por un coste inferior a 0,02 euros por metro cúbico.

En todo caso, la Confederación Hidrográfica del Ebro debería haber explicado claramente a los futuros usuarios, lo que deberían pagar por el agua, condicionando las eventuales obras a un compromiso de pago, firmado por los futuros usuarios. Si tan sólo una parte de ellos aceptara el compromiso, el coste por hectárea debería revisarse al alta, para cubrir los costes que exige la ley. No ofrecer esta información clara a los futuros usuarios y no exigir por adelantado su compromiso de pago nos conduciría, como en el caso del bombeo de la Tranquera, a enormes gastos públicos que quedarían en quiebra financiera.

Alternativas existen muchas, pero sin duda, la línea de acción más razonable pasa por organizar una comunidad de usuarios del acuífero de Alfamén, que ponga orden en la explotación sostenible de ese patrimonio, que es de todos.

Una vez organizado el buen gobierno del acuífero, con la colaboración directa de los propios usuarios, la clave estaría en abrir estrategias de realimentación artificial del acuífero, estudiando las cotas y lugares más apropiados para realizar esa recarga con caudales de invierno. Siendo que ya disponemos de un enorme embalse bajo nuestros pies, resulta absurdo que construyamos otro. Y menos hoy, con la que está cayendo, en plena crisis económica.

Pedro Arrojo

COAGRET expone de nuevo que las obras de un embalse iniciado sin esperar a una sentencia pendiente en relación a su declaración de impacto ambiental, son ahora un problema económico y social para todos los ciudadanos

La Coordinadora de Afectados por Grandes Embalses y Trasvases, (COAGRET) por medio de esta Nota de Prensa quiere manifestar cómo de nuevo las Administraciones Publicas han propiciado que una decisión política tomada hace casi 40 años no haya sido revisada en el contexto normativo, técnico y social actual. El proyecto se elaboro en 1971 y en 1992 se incluyo en el afortunadamente extinto Pacto del Agua.

Haciendo caso omiso a sentencias e informes científicos han sido estas Administraciones Publicas, la central por medio del Mº de Medio Ambiente y la CHE como ejecutoras de las obras y las autonómica Aragonesa y Comarcal de Baldexalon como impulsoras de las mismas, las responsables de que hoy, julio del 2009 las obras del embalse de Mularroya estén iniciadas, el parque natural de Mularroya talado, arrasadas sus laderas, el río Grío con obras en su cauce y parte de la obra de trasvase del río Jalón al río Grio iniciada con voladuras en la roca.

Los ciudadanos deben una vez mas pagar unas obras anuladas por sentencia, dejando a expectantes beneficiarios y a afectados reales, perjudicados.

Las obras del proyecto de Mularroya se iniciaron en febrero del año 2008 cuando se contaba con una sentencia del Tribunal Superior de Aragón que obligaba al Gobierno de Aragón a ampliar en 6500 hectáreas la ZEPA “Hoces del Jalón” por lo que resultaba nula la Declaración de Impacto Ambiental. La respuesta del gobierno de Aragón fue recurrir la sentencia.

La Plataforma Jalón Vivo junto con otros colectivos y ayuntamientos afectados, en febrero del 2004 presentaron un recurso contencioso administrativo contra:

– la resolución de la Secretaria General de Medio Ambiente del Mº de Medio Ambiente de 25 de noviembre de 2003 que formulaba la Declaración de Impacto Ambiental positiva y autorizaba por ello “La presa de Mularroya, azud de derivación y construcción de trasvase”

– la resolución de la Dirección General de Obras Hidráulicas y Calidad de las Aguas de dicho Mº, el 3 de diciembre de 2003, por la que se aprobó el anteproyecto de”La presa de Mularroya, azud de derivación y construcción de trasvase”.

– el recurso fue ampliado a la resolución de la Dirección General del Agua del Mº de Medio Ambiente de 23 de febrero de 2007 por la que se aprobó definitivamente el proyecto técnico constructivo de la presa de Mularroya, azud de derivación y construcción de trasvase.

La Audiencia Nacional con una sentencia de 10 de junio de 2009 ha ANULADO todas estas Resoluciones, dando la razón a los recurrentes.

Entre los años 2004 y 2009, los afectados por el proyecto de este embalse no solo han usado la vía jurídica, sino han informado, difundido, alegado y reivindicado con marchas, excursiones, concentraciones y conciertos la protección de su paisaje, el cumplimiento de las obligaciones que el gobierno de Aragón tiene con las zonas ZEPAS y LICS y han propuesto alternativas a las demandas de usos agrícolas e industriales.

Y sin embargo los afectados por esta obra han sido una vez mas ninguneados por las administraciones, por ejemplo no se llevo este caso de embalse de Mularroya a la Comisión del Agua desgobierno de Aragón, por entender que no había conflicto, cuando estaban recurridos tres de sus Resoluciones fundamentales, y desde los ayuntamientos beneficiarias y todas las administraciones se les trato una minoría radical de ecologistas.

COAGRET exige respeto a los afectados por las obras hidráulicas, que sean escuchadas sus declaraciones y contestadas argumentadamente y en plazo sus alegaciones a los proyectos. Esperamos así mismo que los planes hidrológicos de cuenca que se están elaborando se adapten por fin a las obligaciones de la Directiva Marco de Agua y que en Plan de Cuenca del Ebro este embalse de Mularroya sea eliminado.

COAGRET apoya la petición de los recurrente que habiendo obtenido la ANULACION de las obras del pantano exigen la paralización inmediata de las obras.

Agua sí, Yesa no

Muchos aragoneses nos preguntamos como es posible que Zaragoza, por cuyas puertas pasan tres ríos y un canal, tenga que buscar agua para beber a 120 kilómetros. Y nos respondemos que es debido a la mala gestión de los ríos por parte del Ministerio de Medioambiente y la CHE.

En todo caso la decisión de llevar agua desde el río Aragón está tomada e inversiones multimillonarias realizadas. Y en este momento muchos aragoneses no entendemos a qué viene ligar el abastecimiento 100% al recrecimiento de Yesa. Zaragoza tiene La Loteta como almacén y tiene las conducciones para llevar el agua, ni más ni menos de lo que necesita.

Para entender el empecinamiento en hacer ver otra cosa muchos aragoneses sólo tenemos una explicación y es que, manipulando la información, se quiere utilizar a la población de Zaragoza para que apoyen el recrecimiento de Yesa visto que los verdaderos beneficiarios tienen poca fuerza y razones para lograrlo.

Además se intenta que los zaragozanos paguen parte de los 240 millones de euros que cuesta el recrecimiento de Yesa. Pero cuidado, porque Europa ya obligó a desvincular el recrecimiento de Yesa del abastecimiento a Zaragoza y seguir intentando ligarlo puede comprometer seriamente la llegada de nuevos fondos.

¿Quién es el irresponsable que juega con nuestros dineros?

Miguel Solana